Tudo que o Grêmio quer é ver o resultado deste domingo, no último jogo antes de mergulhar na Taça Libertadores, como molde para aquilo que realmente importa, como esboço para o desenho final do duelo com o Liverpool, do Uruguai, pela fase prévia do torneio continental. A partida anterior ao desafio tricolor em Montevidéu foi de vitória por 1 a 0 sobre o Universidade em Canoas. Júnior Viçosa, de pênalti, marcou o único gol do jogo (veja no vídeo ao lado).
Renato Gaúcho, mais preocupado com a Libertadores, mandou a campo uma equipe reserva, excetuados os casos do volante Adílson, que está suspenso no torneio continental, do goleiro Victor e do meia/lateral Lúcio, que precisam de ritmo de jogo. O desempenho foi regular, em um jogo marcado por equilíbrio, com poucos momentos de pressão da equipe da casa, especialmente na largada do segundo tempo.
Com o resultado, o Grêmio pulou para oito pontos, na liderança momentânea do Grupo 2 do Campeonato Gaúcho. O próximo compromisso tricolor no Estadual é o Gre-Nal do próximo domingo, na cidade uruguaia de Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul. O duelo com o Liverpool é na quarta-feira, mesmo dia em que o Universidade duela com o Porto Alegre fora de casa.
Grêmio, de pênalti, pula na frente
Um gol de pênalti foi o ponto de desequilíbrio em um primeiro tempo parelho em Canoas. As duas equipes tiveram rendimento similar, criaram chances parecidas, foram e voltaram com a mesma intensidade, em uma partida com boas alternativas sob forte calor. Qualquer um dos times poderia largar na frente a qualquer momento. E aconteceu com o Grêmio.
Mas antes o Universidade incomodou. O time da casa poderia ter marcado com Rodrigo Galvão, que recebeu de Jé e bateu colocado, rente à trave esquerda de Victor, com muito perigo . Também ameaçou com Tiago Matos, que avançou pela esquerda e obrigou o goleiro a cair no canto direito para evitar o gol.
O gol do Grêmio, aos 40 minutos, foi precedido por boas chances. Roberson, de cabeça, mandou a bola no meio do gol. Anderson defendeu. Diego Clementino, pela direita, encaixou o cruzamento em condições para Júnior Viçosa marcar, mas o goleiro do Universidade saiu bem, dividiu a jogada e impediu o gol.
E então surgiu o pênalti. Roberson aproveitou cruzamento da esquerda e mandou o cabeceio. A bola bateu no braço de Cleiton. O árbitro não teve dúvidas e deu a Júnior Viçosa a chance de bater forte, alto, no canto esquerdo de Anderson, que até foi para o lado certo, mas não teve o que fazer. O Grêmio pulava na frente.
Pressão momentânea do Universidade
Rogério Zimmerman resolveu mexer no ataque de sua equipe. E fez bem. As entradas de Eraldo e Eduardo nos lugares de Rodrigo Galvão e Tiago Matos deram mais corpo ao setor ofensivo da equipe canoense. O Grêmio chegou a ser sufocado. Com um minuto de jogo, Eraldo forçou Victor a fazer duas defesas.
Os 15 minutos iniciais do segundo tempo foram de bola zanzando pelo campo de defesa do Grêmio. O Universidade triangulou, caiu pelas pontas, tentou cruzamentos, passeou pela parte central do campo. A equipe de Renato Gaúcho, correndo riscos, se viu obrigada a reagir. E aí perdeu gols também.
Primeiro, foi com Roberson. O cruzamento de Diego Clementino foi na medida, mas o meio-campista, livre, cabeceou para baixo. A bola tocou no chão e não encontrou o gol adversário.Mário Fernandes, pouco depois, apareceu bem na área adversária, mas parou no goleiro Anderson.
As chances de gol se tornaram escassas nos minutos finais da partida. O Grêmio, satisfeito com o resultado, soube cozinhar o jogo, e o Universidade não teve a mesma força da largada da etapa final - até marcou um gol, com Eraldo, mas o lance foi anulado por impedimento. Antes de mergulhar na Libertadores, o Tricolor alcançou aquilo que mais buscará em suas andanças pela América do Sul. Alcançou a vitória.
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